mariposa

sou onda que quebra na praia a despeito de tudo e todos. meu querer me leva até onde mente alguma pode chegar. porque pra mim, lá dentro, do lado infinito, é assim que sinto e sou.
fujo desse mundo doido e doído fora de mim. lá fora, do lado insano. encontro respostas, mas faço mais perguntas e nunca escuto o que é dito porque pouco importa se dentro ou se fora. se não for pra me agradar, rejeito.
faço feliz quem queira. bem me queira!
se mal me quer, qualquer, eu saio e não volto a olhar.
pousar o pensar. talvez…. gosto do gosto do avesso.
suspeito!
nunca fui santa, nem pura. sussurro em seu ouvido e finjo não lembrar que nunca acredito no rito de acasalamento que precede, antecede o ato.
de fato.
acabado o feito, não espero lamento nem bajulação. ação. caso não, recolho meus trapos e parto pra fora. do lado de fora. insano.
tamanho engano só pode apagar.
sou leve, mas peso pra quem não quer me acompanhar.
pra quem não interessa. depressa. me ponho a remar.
de novo. estorvo.
desaforo. não pega. nem toca. abro a porta e parto.
nunca luto. descubro. se vai ou se fica, é sua maneira. a mim nada cabe. apenas sou mariposa que rodeia luz própria, nunca a alheia.

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